Chegada no Haiti
Primeiro dia
Nossa aventura se iniciou indo da República Dominicana (Santo Domingo) para o Haiti de
ônibus. Vamos começar falando de Santo Domingo, cidade em que dormimos num hostel (muito
bom por sinal). Acordamos as 5:40 para sairmos 6:15 e apesar de alguns contratempos por ser um
local bem confuso, as pessoas foram bem prestativas. Chegamos na rodoviaria e fomos direto
comprar as passagens ($115 ida e volta) e embarcamos. Cada uma de nós tinha em torno de duas
malas por conta das doações que estávamos levando, então tivemos uma pequena dificuldade pois
ônibus. Vamos começar falando de Santo Domingo, cidade em que dormimos num hostel (muito
bom por sinal). Acordamos as 5:40 para sairmos 6:15 e apesar de alguns contratempos por ser um
local bem confuso, as pessoas foram bem prestativas. Chegamos na rodoviaria e fomos direto
comprar as passagens ($115 ida e volta) e embarcamos. Cada uma de nós tinha em torno de duas
malas por conta das doações que estávamos levando, então tivemos uma pequena dificuldade pois
tinhamos muita coisa para carregar.
Ir de ônibus pro Haiti foi algo diferente. A viagem é bastante demorada (algo em torno de 8
horas) e o ônibus até parecia um pouco com os nossos, porém, a comida e a água era fornecida por
eles e o banheiro era bem ruim, pois não havia descarga. Com o tempo o xixi ia acumulando no
“vaso”.
horas) e o ônibus até parecia um pouco com os nossos, porém, a comida e a água era fornecida por
eles e o banheiro era bem ruim, pois não havia descarga. Com o tempo o xixi ia acumulando no
“vaso”.
Paramos em duas imigrações, a primeira para a saída da República Dominicana, e a segunda
para entrar no Haiti e carimbar os passaportes. É bem zoneado, algumas crianças e adultos ficam
para entrar no Haiti e carimbar os passaportes. É bem zoneado, algumas crianças e adultos ficam
pedindo dinheiro ou vendendo coisas. Depois há mais uma parada para verificarem algumas malas.
Pegaram a mala de uma das meninas que estavam conosco, e quando ela avisou que havia doações,
o policial da fronteira mandou ela dar dinheiro pra ele em troca da liberação da mala (mesmo sendo
já estava lá nos esperando. Nós saltamos e fomos direto para o caminhão dele. Nunca tinha
andado em um caminhão na vida. A parte traseira, que era onde nós estávamos, ficava aberta,
e nós fomos vendo a cidade em todo trajeto. As pessoas olhavam pra gente de um modo estranho,
por que afinal, nao é todo dia que se via por ali mulheres brancas e ainda com muitas malas.
Lembro que cheguei achando que ainda não estava na cidade grande, mas, na verdade, eu não
tinha noção de como era. O local era muito precário, com aparência similar a uma favela,
Quando chegamos na cidade de
Porto Principe, avistamos essa cena.
A ONG VivaRio fica em Onaville, uma das comunidades que fica no maior complexo de favelas
Porto Principe, avistamos essa cena.
A ONG VivaRio fica em Onaville, uma das comunidades que fica no maior complexo de favelas
da América Latina. O local é muito bom em comparação com as moradias no Haiti. Nos quartos
havia camas beliche e do lado de fora o campo de futebol e a parte central em que a gente ficava
conversando e fazia as refeições. No Haiti tem que ter muito cuidado com o que comemos, pois a
maioria dos locais não tem água potável e, por isso, há muitos vermes e bactérias. No primeiro dia
comemos macarrão com carne moída. Conhecemos tudo e fomos para os dormitórios. Antes de
dormir, escutei muitos relatos de baratas,ratos e aranhas nos outros quartos, então ficamos meio
apreensivas.
havia camas beliche e do lado de fora o campo de futebol e a parte central em que a gente ficava
conversando e fazia as refeições. No Haiti tem que ter muito cuidado com o que comemos, pois a
maioria dos locais não tem água potável e, por isso, há muitos vermes e bactérias. No primeiro dia
comemos macarrão com carne moída. Conhecemos tudo e fomos para os dormitórios. Antes de
dormir, escutei muitos relatos de baratas,ratos e aranhas nos outros quartos, então ficamos meio
apreensivas.
Eu e Helena dormimos juntas com mais duas meninas (incríveis) no nosso quarto e ali já vimos
que a experiência seria muito mais do que nós imaginavamos. Nós entramos, colocamos inseticida
em tudo. Eu tenho um pequeno medo de barata e as meninas também não eram muito fãs, então
fizemos questão de olhar tudo antes de entrar. Rimos muito, e quando nos sentimos seguras, fomos
tomar banho. Cada uma foi em uma hora, e foi ali que eu percebi a situação em que estávamos
vivendo. O banheiro tinha pouca água, fria e salobra. Tinhamos que usar água mineral para escovar
os dentes etc. Falei com as meninas o quanto eu me toquei de que deveria agradecer todos os dias
a vida que tinha.
que a experiência seria muito mais do que nós imaginavamos. Nós entramos, colocamos inseticida
em tudo. Eu tenho um pequeno medo de barata e as meninas também não eram muito fãs, então
fizemos questão de olhar tudo antes de entrar. Rimos muito, e quando nos sentimos seguras, fomos
tomar banho. Cada uma foi em uma hora, e foi ali que eu percebi a situação em que estávamos
vivendo. O banheiro tinha pouca água, fria e salobra. Tinhamos que usar água mineral para escovar
os dentes etc. Falei com as meninas o quanto eu me toquei de que deveria agradecer todos os dias
a vida que tinha.
Nunca tinha sentido isso antes, perceber onde eu estava dormindo, desconfortável por medo dos
bichos, além de não ter um banheiro muito limpo, e com água não potável. Isso porque nós
estávamos vivendo num lugar que era considerado de ótimas condições para o resto do país.
Se eu estava me sentindo assim, daquele jeito, imagina quem não tem nem cama para dormir?
bichos, além de não ter um banheiro muito limpo, e com água não potável. Isso porque nós
estávamos vivendo num lugar que era considerado de ótimas condições para o resto do país.
Se eu estava me sentindo assim, daquele jeito, imagina quem não tem nem cama para dormir?




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